Resenha- Delírio



Livro: Delírio
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Titulo original: Delirium
Data de lançamento nacional: 2012
Número de páginas: 346

sinopse
"Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo.
 Agora a realidade é outra. A ciência é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Veja a sinopse inteira aqui!

resenha
 Como eu demorei para finalizar este livro, vocês já saberão o motivo...
 A história se passa em Portland, EUA, e no futuro o amor foi detectado como uma doença, a deliria nervosa, mas para o "bem" da sociedade o governo encontrou a cura para a pior doença de todas. Todo jovem ao completar 18 anos passa pela cura e fica livre da deliria, mas antes eles passam por avaliações que determinam o par com quem a pessoa irá ficar depois da cura. Lena Haloway não vê a hora de se tornar uma curada, por dois motivos: apagar a reputação de sua família que sua mãe manchou, pois ela era uma resistente, e outro para se ver livre do amor.
 Mas Lena não consegue terminar sua avaliação bem pois o inesperado acontece: vacas invadem o laboratório em que ela se encontra, e a partir daquele dia ela conhece Alex, um garoto que ainda não passou pela intervenção. E depois de se encontrarem algumas vezes, Lena já contraiu a doença, e não poderá voltar no tempo para desfazer isso... A vida dela e de sua amiga Hana, se torna um bocado de mentiras, e fugas...
 O livro é mais uma distopia (é tá na moda) que a base é o romance. Eu demorei para ler, porque a leitura segue um ritmo calmo, e ganhado intensidade aos poucos, com uma narração em terceira pessoa, bem leve, em que alguns momentos a personagem conversa com você. A autora dá bastante detalhes, alguns que nem precisa, mas por outro lado é bom, pois ela explica tudo, a sociedade, quem são os simpatizantes, os reguladores, a selva... Uma linguagem bem poética, que me fez pensar na forma que vivemos, o livro me conquistou por isso, com escolhas e combinações de palavras diferentes para expressar sentimentos, ou fatos.

"Vá por mim: se ouvir o passado falando com você, se senti-lo puxando suas costas e deslizando os dedos por sua coluna a melhor reação, única reação- é correr."

 A editora Intrínseca está de parabéns, com capítulos que começam com trechos da Shii o que já faz valer a pena pois nos possibilita ver uma forma mais ampla de como é visto a deliria, e não encontrei nenhum erro de ortografia, a capa é toda metalizada em um tom de verde... Só um detalhe, ao inicio da leitura a personagem cita laranja, mas eu acho que é tangerina, pois não dá para descascar uma laranja com a mão...
 Os persongens são bem desenvolvidos, só Lena que em alguns momentos era um pouco lenta para entender algumas coisas. Em distopias o vilão geralmente é a nova sociedade, que não aprova o estilo de vida dos principais, e aqui não é diferente, o casal principal luta para ficar junto sem que o governo descubra.

"Amor, a mais mortal das coisas mortais: mata quando você tem que e quando você não tem.
Mas não é exatamente assim. O condenador e o condenado. O executor; a lamina, a prorrogação do último minuto; o suspiro e o céu acima de você, e o obrigado, obrigada, obrigada Deus.
Amor: ele vai matá-lo e salvá-lo, ao mesmo tempo." -pág:307

 O final, este sim, me fez perder o fôlego, e anciar pela sequencia: Pandemônio, que tem previsão de lançamento para 2013.

Bjsss, Manu.

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